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Conheça Salvador
 

Solar Unhão

 
 
 

Um engenho de açúcar à beira-mar. Embora esteja situado em área urbana, o conjunto arquitetônico que compõe o Solar do Unhão era, no século XVII, um complexo do mesmo tipo dos engenhos encontrados na zona da mata: com casa-grande, capela e senzala. A propriedade pertencia a Pedro de Unhão Castelo Branco, que residiu no solar a partir de 1690, e deixou de herança o nome de um dos mais belos cartões postais de Salvador.

No local onde antes os escravos dormiam, funciona um restaurante de comidas típicas. A casa grande abriga o Museu de Arte Moderna da Bahia. E a capela continua uma bela homenagem à Nossa Senhora da Conceição. Dizem que ainda hoje o Solar do Unhão é povoado pelas almas dos antigos escravos, mortos nas masmorras e salas de tortura. Se elas estão lá, nada falam: se calam ao ouvir o jazz das tardes de sábado, se juntam às pessoas que vão lá apreciar tanta beleza.

O engenho do Solar do Unhão teve período áureo em meados do século XVIII. Nesta época, a casa-grande recebeu painéis de azulejo português, um chafariz e a capela foi reedificada para homenagear Nossa Senhora da Conceição. Mas com o declínio da economia açucareira, o Solar foi ar-rendado, período em que passou por um processo de desgaste. Nas instalações do engenho de açúcar funcionou uma fábrica de rapé, entre os anos de 1816 a 1926, e trapiche, em 1928. O solar serviu ainda de depósitos de mercadorias destinadas ao porto e, mais tarde, foi transformado em quartel para os fuzileiros navais que serviram na Segunda Guerra Mundial.

MAM

O conjunto foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional na década de 40. Em seguida, foi adquirido pelo Governo do Estado para sediar o Museu de Arte Moderna da Bahia. Depois de um trabalho de restauração, comandando pela arquiteta Lina Bo Bardi, em 1969, foi aberto o MAM, com oito salas de exposição, teatro-auditório, sala de vídeo, biblioteca especializada e banco de dados. O museu tem um representativo acervo de arte contemporânea, com cerca de mil obras. Podem ser lá apreciados diversos trabalhos de artistas famosos como Tarsila do Amaral, Cândido Portinari, Flávio de Carvalho, Di Cavalcan-ti, Rubem Valentim, Pancetti, Carybé, Mário Cravo e Sante Scaldaferri. O Museu funciona de terça-feira a domingo, das 13h30 às 20h30.

Na área externa do Solar do Unhão funciona o Parque das Esculturas, um museu a céu aberto inaugurado em 1997. A beira mar estão obras feitas por Bel Borba, Carybé, Chico Liberato, Emanoel Araújo, Fernando Coelho, Juarez Paraíso, Mário Cravo Júnior, Mestre Didi, Sante Scaldaferri, Si-ron Franco, Tati Moreno e Vauluizo Bezerra. Carybé construiu o gradil que cerca o espaço e também assina o projeto de um painel de concreto, localizado na parte final do jardim e do portal de entrada. A estrutura em ferro representa o sol e símbolos do acarajé.

Um dos objetivos do Museu de Arte Moderna é promover e incentivar novos talentos da arte contemporânea, e o Salão de Arte da Bahia é um dos projetos desenvolvidos para alcançar esta meta. Na oitava edição, o Salão permanece aberto de dezembro de 2001 até o dia 24 de fevereiro de 2002. Ainda dentro da proposta de provocar novos talentos, durante todo o ano o Museu de Arte Moderna está aberto ao público com um papel que vai além do realizar mostras. São oferecidas oficinas de artes e cursos de gravura, pintura, desenho, escultura, cerâmica, papel artesanal, criatividade em plástica e história da arte. As aulas, gratuitas, são abertas a toda a comunidade.

 

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